Enquadramento
No século XXI o saber aeroespacial deverá ser ainda mais especializado. Por isso, precisamos de perspectivar os problemas e os desafios a defrontar, de forma a definir quais os novos saberes a que o engenheiro aeroespacial deve ter acesso, avaliando de que trata cada um deles e sabendo o que se está tentando fazer: as preocupações centrais, as teorias fulcrais e as novas técnicas de construção do saber.
Considera-se que a base tecnológica e industrial nacional dificilmente poderá apoiar a médio prazo um processo nacional de desenvolvimento de conceitos e experimentação no domínio aeroespacial. De um modo geral as empresas nacionais, não estão ainda “vocacionadas” para a investigação científica em ambiente de “aquisição evolucionária” nem, tão pouco, possuem as competências ou o ambiente apropriado ao trabalho científico associado ao processo de desenvolvimento de conceitos e experimentação.
Para melhorar as capacidades nacionais, o conhecimento, científico e tecnológico, desempenha um papel fundamental. Face ao ritmo alucinante a que surgem as novas tecnologias aeroespaciais urge reforçar a infra- estrutura tecnológica do país.
Nos últimos anos a Faculdade de Ciências Aeronáuticas (FCA) tem vindo a desenvolver um esforço acentuado de articulação dos diversos tipos de conhecimento que devem coexistir na própria Instituição. Neste contexto, assiste à Faculdade de Ciências Aeronáuticas o esforço de triagem e de fazer convergir os diversos programas de investigação de forma a permitir obter conhecimento tecnológico inovador que sirva as necessidades do país. A coordenação das actividades de ciência e tecnologia gera a necessidade de consolidar estruturas, como é o caso do Núcleo de Investigação da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Universidade Lusófona do Porto (CICLOP).
Pretende-se, através do envolvimento do CICLOP, minimizar o investimento em investigação, desenvolvimento e experimentação de capacidades prioritárias aeroespaciais ao mesmo tempo que se promove e maximiza, nessa área, o resultado do envolvimento da base tecnológica e industrial nacional, nomeadamente, daquela sediada no Norte de Portugal. Pretende-se, através do CICLOP, incrementar e aprofundar as relações com empresas e outras organizações, de forma a tornar mais eficaz a investigação científica realizada na Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Universidade Lusófona do Porto.